segunda-feira, 7 de abril de 2008

"Delírios de um vestibulando"

Redação com nota máxima.

"É de autoria de Thaís Cortez, que discorreu sobre um tema livre, no Curso Objetivo Santo Amaro, publicado na edição de Setembro/2000 do BICO (Boletim Informativo do Colégio Objetivo).

Confira a criatividade e senso crítico:



Sentado naquela praça, procurava distrair-me observando as moléculas brincando enquanto aguardava a condução que não vinha. Foi quando deparei-me com a cena que procuro descrever, tal qual a vi.

Dona Hipotenusa caminhava lentamente, trazendo no colo Cateto, seu filho. Seu marido Isósceles caminhava logo atrás do tio, Escaleno. Formavam um triângulo amoroso, segundo diziam. E observaram uma Tangente solitária que ali estava. Foi quando Bissetriz, moça afoita e apressada, tropeçando em um ângulo obtuso, caiu, machucando-se na diagonal. Acudiram todos, em uma espiral descendente.

"É a enésima vez que caio", dizia a moça. "É preciso derivar a exponencial cúbica", observou um logaritmo que chegava, passeando com seu decimal de estimação. Cateto riu, o que deixou a Bissetriz em um estado secante, quase chorosa. Foi D. Hipérbole que, traçando paralelas com os braços, a socorreu.

Hipotenusa, ao ver sua irmã recém-chegada, recriminou-a pelo atraso poligonal sem se dar conta de que estava, ela também, milimetricamente atrasada. Um quilômetro lotado virou a esquina; Isósceles e Escaleno fizeram menção de subir, mas desistiram, enquanto Tangente decidiu ir mesmo assim, já que estava atrasada para mais infinito.

Da condução desceram os irmãos Próton e Nêutron, que logo perceberam estar na equação errada. Pequenos átomos alçaram vôo em direção à pirâmide de uma elipse perfeita. Os irmãos eram, opostos pelo vértice - um côncavo, o outro convexo - e logo passaram a discutir: "Seu pleonasmo, não viu que ainda não era a Paroxítona? Estamos na Proparoxítona!"

A discussão parecia aquecer em graus Celsius, quando chegou a autoridade. O Máximo Divisor Comum chegou impondo uma regra de três simples, incógnita à mostra, brandando em sustenido: "Chega desta metáfora aqui!"

Foi quando chegaram as três irmãs Próclise, Mesóclise e Ênclise, sorvendo vogais enquanto discutiam quem ia à frente, no meio ou atrás da fila que se formava à espera da condução. O polígono chegou dirigido por Pitágoras, velho conhecido de D. Hipotenusa e do filho Cateto. "Falta o outro", dizia enquanto desacelerava o vetor. Quando, por fim, a praça se esvaziou, observei Cosseno e sua mulher Mediatriz, que estava para ter um determinante em breve.

"É só uma fase", pensei eu, mas logo me dei conta de que são duas.

"Mas elas vão passar. Ou melhor, eu vou." Entrei no ônibos.



Retirado do site: http://www.vestibular1.com.br/

domingo, 6 de abril de 2008

Saberão todos os alunos estudar?

A Escola ensina os alunos os conteúdos que devem ser estudados e compreendidos para que se faça um bom vestibular, entretanto, muitas vezes não lhes fornece informações sobre métodos e técnicas de estudo.

Esta página tem como objetivo reunir dados sobre esta questão, de forma simples e despretensiosa.

Atitude face às aulas

O insucesso escolar é fortemente afetado pela forma como o aluno permanece na aula, isto é, a sua atitude em termos de expectativa e a maneira como reage aos acontecimentos. Devemos ter em atenção os seguintes aspectos essenciais:


1 - Atitude positiva
Acreditar que o estudo dos assuntos das diversas disciplinas contribui para o desenvolvimento das nossas capacidades em geral.
Ter autoconfiança, pois um desempenho médio está ao alcance de qualquer aluno.

2 - Espírito de trabalho
A quebra de atenção devido a sucessivos acontecimentos perturbadores diminui bastante a eficácia do nosso trabalho.
Evitar brincadeiras, conversas ou a concentração em assuntos diferentes dos que estão a ser estudados.

3 - Espírito crítico
Não basta olhar para ver, não basta ouvir para escutar.
A compreensão dos assuntos implica uma permanente atitude crítica sobre aquilo que se ouve ou vê.
Esta atitude crítica exerce-se relacionando aquilo que está a ser estudado com aquilo que já conhecemos e com as opiniões que temos sobre o assunto.
Usamos este espírito crítico para descobrir aquilo que é (ou parece ser) o essencial dos assuntos estudados, as idéias principais, o "sumo da questão".
Uma boa forma de espevitar o espírito crítico é, de vez em quando, estudar um assunto antes de ele ser abordado pelo professor na aula.

4 - Fazer bons apontamentos
É fundamental fazer apontamentos a partir das explicações do professor. Provérbio chinês: a tinta mais pálida é melhor que a memória mais fiel.
O interesse dos apontamentos reside na possibilidade de revermos e reconstruirmos mais tarde o estudo que foi feito na aula.
Porém, fazer bons apontamentos não significa registrar sistematicamente tudo o que é dito ou mostrado pelo professor.
Pelo contrário, um primeiro passo para o sucesso é registrar apenas aquilo que o nosso espírito crítico classifica como essencial para ser revisto mais tarde.
Os apontamentos não devem resumir-se a texto. Por vezes um esquema imaginado no momento por nós é mais expressivo que trinta palavras.

Pense Nisto e Bom Vestibular!

Fonte: http://www.vestibular1.com.br/boletim/